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O que é desidratação e como tratá-la?

Atualizado: 28 de jun. de 2023

A água é o principal constituinte das células, tecidos e órgãos dos seres vivos. Por esse motivo, torna-se necessário manter uma hidratação equilibrada para evitar possíveis transtornos fisiológicos. Continue neste artigo para saber mais sobre a desidratação, sintomas e como tratá-la.

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O que é desidratação?


Muito provavelmente, em dias quentes, você já esteve com uma dor de cabeça, mas sem causa aparente. Mas, será mesmo que não é aparente? Você tem noção da quantidade de água que está consumindo ao longo do dia?


Pois é. Muito provavelmente você estava desidratado. Esse é apenas um exemplo muito comum das consequências da desidratação. Contudo, o que de fato é a desidratação?


Desidratação é o estado em que o corpo possui um déficit hídrico (menos líquido) em seu metabolismo, ocasionando o funcionamento incorreto dos órgãos e sistemas. O corpo humano, por exemplo, conta com certa quantidade de água, variável com a idade, que normalmente é mantida constante por mecanismos biológicos de ingestão e eliminação.


Além disso, o organismo é capaz de monitorar a quantidade de água e ativar mecanismos que irão compensar a perda d'água. Como a sede, que leva a ingestão de água, ou a liberação de hormônios antidiuréticos, responsáveis por diminuir e limitar a quantidade de água perdida através da urina.


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Quais as causas da desidratação?

A desidratação ocorre quando a perda de água é maior que a sua reposição, a ponto de impedir que o corpo realize suas funções adequadamente. Normalmente, essa perda é acompanhada pela perda de sais minerais, como o sódio e o potássio.


Algumas condições patológicas estão relacionadas como causa da desidratação, como: diarreia, vômitos, febre, grandes queimaduras, sudorese (suor) excessiva, insuficiência renal e uso de diuréticos, que são medicamentos que atuam no funcionamento dos rins, aumentando a quantidade de urina produzida pelo organismo.


Importante!!!

Em dias mais frios, como no inverno, muitas vezes esquecemos de tomar água. Contudo, é necessário manter o consumo adequado de água para evitar a desidratação e suas consequências.


Quais os sintomas da desidratação?


Dentre alguns dos sinais e sintomas relacionados à desidratação, estão:


  • Desidratação leve: sede, cefaleia (dores de cabeça), fraqueza, tonturas, fadiga e sonolência;

  • Desidratação moderada: boca seca, diminuição da diurese (secreção de urina), moleza, taquicardia (batimentos cardíacos acelerados), ausência de elasticidade da pele e urina amarelada;

  • Desidratação grave: sede intensa, anúria (ausência de urina), respiração rápida, alteração do estado mental, pele fria e úmida.


Como mencionado, é necessário ficar atento à quantidade de água que consome e a distribuição do consumo ao longo do dia, para evitar tais consequências e manter a homeostase (equilíbrio) no seu corpo. Não é saudável você consumir pouca quantidade de água durante as manhãs e tarde e consumir mais à noite para compensar, e vice-versa.


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Quais os tipos de desidratação?


Além de tudo o que está sendo mencionado, é necessário vocês entenderem que a desidratação não é só a baixa quantidade de água no organismo. A diminuição de alguns sais minerais, como o sódio e potássio, também ocorre durante esse processo, provocando um maior desequilíbrio osmótico no corpo humano.


Dependendo da relação entre a perda de água e de sais minerais, a desidratação é chamada isotônica, hipertônica ou hipotônica:


  • Isotônica: a água e os sais minerais são perdidos em proporções iguais às que existem no organismo, geralmente causada por vômitos e diarréias;


  • Hipertônica: a perda de água é maior que a perda de sais, geralmente causada por falta de ingestão de água, suor excessivo e uso de diuréticos;


  • Hipotônica: São perdidos mais sais que água, geralmente causada por transpiração muito elevada, perdas gastrointestinais ou quando a reposição é feita só com água, sem sais.


O que fazer quando estivermos desidratados?


Antes de mais nada, é indicado buscar ajuda médica em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Nessas unidades, o paciente com desidratação recebe soro de forma intravenosa, como fonte de água e sais minerais.


Dependendo do grau de desidratação, a glicose é adicionada ao soro, como fonte de calorias, tendo em vista que muitos pacientes desidratados podem estar com hipoglicemia (nível muito baixo de glicose no sangue).


O consumo de água de coco também é indicado, pois é considerado um excelente repositor energético e eletrolítico natural (presença de sais minerais), devido a sua composição formada por carboidrato, sódio, potássio e cloreto.


Água de coco é um excelente repositor hídrico e energético, auxiliando no tratamento da desidratação.
Água de coco. Fonte: Unsplash.

Assista, no vídeo abaixo, a quantidade de água ideal que devemos consumir:




Como aplicar o tema “desidratação” na sala de aula?


A desidratação é uma temática muito importante para ser debatida em sala de aula pois, além das consequências listadas acima, os estudantes necessitam estar em boas condições para que tenham bom desempenho nos estudos.


Por isso, professor, converse com seus alunos, questionando-os sobre a quantidade de água que estão consumindo, se já tiveram alguns desses sintomas e se já precisaram ter atendimento médico devido à desidratação.


Além disso, você pode seguir as seguintes habilidades descritas na BNCC:


  • (EF05CI07) Justificar a relação entre o funcionamento do sistema circulatório, a distribuição dos nutrientes pelo organismo e a eliminação dos resíduos produzidos.

  • (EF05CI08) Organizar um cardápio equilibrado com base nas características dos grupos alimentares (nutrientes e calorias) e nas necessidades individuais (atividades realizadas, idade, sexo etc.) para a manutenção da saúde do organismo.

  • (EF06CI05) Explicar a organização básica das células e seu papel como unidade estrutural e funcional dos seres vivos.


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Escrito por: Manoel Celestino de Pontes Filho (@manoelpontes_)

Revisado por: Nicolas Nathan dos Santos



Como citar este texto:


PONTES FILHO, M. C.; SANTOS, N. N. O que é desidratação e como tratá-la?. Potencial Biótico. Disponível em: <https://www.potencialbiotico.com/post/desidratacao>. Acesso em:



Referências bibliográficas:


ABCMED, 2014. Desidratação: conceito, causas, fisiopatologia, sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento, prevenção, evolução e complicações. 2019. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/584297/desidratacao-conceito-causas-fisiopatologia-sinais-e-sintomas-diagnostico-tratamento-prevencao-evolucao-e-complicacoes.htm>. Acesso em: 16 jun. 2023.


CHAGAS, T. P. N. et al. Impacto da reposição hídrica com água de coco sobre o estado de hidratação e cardiovascular drift durante o exercício. Journal of Physical Education, v. 28, 2017.


FACCIN, A. P.; MOLZ, P.; FRANKE, S. I. R. Avaliação do consumo dietético, desidratação e grau de fadiga em um grupo de ciclistas amadores. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 12, n. 73, p. 636-646, 2018.


SCHETTINO, M. S. T. B. et al. Desidratação, acidente vascular cerebral e disfagia: revisão sistemática da literatura. Audiology-Communication Research, v. 24, 2019.


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