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Gabrielle
21 de jun. de 2021
In Paleontologia
Publicada na revista na Revista Electrónica de Investigación en Educación en Ciências (v. 4, n.1), no ano de 2009, o artigo “Um Conto, uma Caixa e a Paleontologia: uma maneira lúdica de ensinar Ciências a alunos com Deficiência Auditivas”, responde a essas perguntas. Esse interessante trabalho difunde e constrói conhecimento científico por meio de uma narrativa simples e inovadora contadas em duas línguas – Português e LIBRAS. A história produzida, foi testada na terceira série do ensino fundamental da Sociedade de Ensino e Reabilitação CIRAS/Rosa Azul (Aracaju, Sergipe, Brasil). A deficiência auditiva consiste na redução da capacidade de ouvir sons ou na ausência total da audição que ocorra em certas partes do ouvido. A maioria das pessoas portadoras dessa deficiência, utilizam a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), reconhecidas pela Lei Nº 10.436 de 24 de abril de 2002. Embora possuam capacidade de leitura, os alunos portadores de deficiência auditiva demonstram certa dificuldade e resistência ao uso de textos escritos. Porque, ao contrário dos alunos ouvintes, eles não estão acostumados a usar o vocabulário da língua portuguesa em seu cotidiano. Desse modo, ensinar ciências para este público, sempre apresenta algumas limitações, já que, quase não existem materiais adaptados e traduzidos para a LIBRAS. Preocupados com essas relações entre o ensino de ciências e os alunos com essa deficiência, os pesquisadores Mário Trindade e Fernanda Torello, utilizaram o conto, como uma estratégia lúdica para disseminar conhecimentos científicos a essas pessoas. O campo da paleontologia foi selecionado como conteúdo didático. Especialmente, por sua base na biologia e na geologia, por sua importância em todas as outras ciências, pelo seu potencial de integrar conhecimentos sobre o surgimento e evolução da vida no Planeta, além da importância em preservar o meio ambiente. Usando como recursos uma Caixa de Contos e fósseis do período Cretáceo e do Pleistoceno encontrados na região do Sergipe onde fica o colégio CIRAS/Rosa Azul, foi produzida a história Ema e os fósseis. Juntamente, com os conhecimentos básicos da área de paleontologia. Foram utilizados como personagens: a paleontóloga Léa – responsável por transmitir conceitos exclusivos da ciência, foco do estudo; um grupo de crianças ouvintes e Ema, uma criança com deficiência auditiva que serviu como veículo de identificação e aproximação entre o grupo de alunos que possuem este tipo de deficiência. Com o objetivo de reconstituir os animais fósseis da época encontrados na região, foram confeccionados bonecos de panos (Figura 3). Para representar os outros personagens do conto foram utilizados bonecos do tipo Lego. A narrativa começa quando o colégio em que Ema está sendo educada recebe a visita de Léa. Ema e a turma, são levados a um museu e no percurso da exposição, junto com as informações fornecidas pela paleontóloga, aprendem mais sobre os fósseis. No decorrer da aula no museu, Ema começa a imaginar como seria encontrar os animais marinhos do Cretáceo, e animais terrestres do Pleistoceno na época em que eles existiam. O conto termina com Ema e seus colegas sendo convidados a relatarem sobre a visita ao museu. Essa interação é feita de forma bilíngue. Como resultado, os alunos aprenderam também conhecimentos de leitura, gestos e escrita em Português e na Língua de Sinais. Após a aplicação da história e mediante uma breve avaliação por diálogo com os estudantes do CIRAS/Rosa Azul, os autores do artigo, puderam constatar que os conceitos específicos da Paleontologia foram assimilados por meio desse método. Assim, demonstra ser uma estratégia eficaz para transmissão de conhecimentos científicos de outras ciências e, não somente no ramo da Paleontologia. Dessa forma, revela ser uma importante ferramenta não apenas para o desenvolver a comunicação, mas também para construir o pensamento crítico e garantir socialização, além de ser um processo vital na formação dos alunos com deficiência auditiva, uma vez que, cria um espaço onde eles possam se sentir respeitados, inclusos e estimulados. Referências Bibliográficas Trindade Dantas, Mário André; Torello de Mello, Fernanda. Um Conto, uma Caixa e a Paleontologia: uma maneira lúdica de ensinar Ciências a alunos com Deficiência Auditiva. Revista Electrónica de Investigación en Educación en Ciencias, vol. 4, núm. 1, agosto, 2009, pp. 51- 57. FPI Sergipe. Novos fósseis da megafauna são localizados pela FPI/SE em Gararu. Disponível em: https://www.mpse.mp.br/fpi/index.php/2019/11/15/novos-fosseis-da-megafauna-sao-localizados-pela-fpi-se-em-gararu/. Acesso em 20 de junho de 2021.
Como disseminar conhecimento científico em Paleontologia para alunos com deficiência auditiva? Quais as estratégias pedagógicas eficientes? content media
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