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Sofia Abreu
27 de ago. de 2021
In Paleontologia
A publicação na Revista Brasileira de Paleontologia, trouxe à tona uma relação entre o crescimento de madeiras silificadas e fatores climáticos do Triássico no Gondwana Sul-brasileiro. Além disso, esse artigo também buscou esclarecer algumas questões da ´´Floresta Petrificada´´ (Figura 2), que é localizada nas cidades Mata e São Pedro do Sul no Estado do Rio Grande do Sul (Figura 1), essa floresta é um dos sítios paleobotânicos mais importantes da América do Sul. Figura 1 REGIÃO DO ESTUDO, ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, INDICANDO A CIDADE DA MATA E A SEQUÊNCIA DA MATA Figura 2 JARDIM PELEOBOTÂNICO As amostras de madeiras de gimnospermas foram analisadas anatomicamente, já o solo foi analisado através de um método chamado GRP, para observar e coletar informações de características deposicionais. As amostras de madeira devido à má preservação, não foi possível obter todos os dados esperados, apenas em poucos exemplares. Por outro lado, o GRP, comprovou que a região da Sequencia da Mata correspondem a um preenchimento do canal de um rio, assim, concluiu que as madeiras provavelmente foram arrastadas nesse canal em eventos de inundação de alta energia. Com isso, mudanças deposicionais que ocorreram ao longo dos anos nessa região certamente foram influenciadas por mudanças climáticas. Assim, a partir de uma amostra de madeira do Triássico Superior da região, representada na figura 3 abaixo, mostrou uma interrupção do crescimento intercalada com longos ciclos de crescimento homogêneo, o que significa que essa amostra sofreu frequentes mudanças ambientais rápidas, como a seca. Essas rápidas mudanças sugerem que ocorreu um retorno acelerado às condições normais de crescimento da planta, indicando em um aumento da disponibilidade de água e períodos de seca irregulares. Concluindo que a planta passou por diversos eventos de estresse climáticos, as setas amarelas da imagem abaixo mostram diferentes zonas de interrupções de crescimento dessa madeira. Figura 3 AMOSTRA DE MADEIRA, MOSTRANDO ZONAS DE INTERRUPÇOES DE CRESCIMENTO Portanto, a partir das evidencias desse estudo e de estudos anteriores, foi possível correlacionar as amostras de madeiras a climas tropicais/subtropicais, com uma disponibilidade de água variável e irregular. Junto a isso, os distúrbios de estresse hídrico que influenciaram no crescimento das plantas e foram relacionados a seca, possivelmente também interferiu nos lençóis freáticos da região. Artigo disponível em: https://sbpbrasil.org/publications/index.php/rbp/article/view/191/60 Data de publicação: 20, Janeiro/Março 2021 Palavras chave: Triássico, Mudanças climáticas, Madeira Nome: Sofia de Abreu Marinho
INTERRUPÇOES DO CRESCIMENTO DE MADEIRAS DO TRIÁSSICO SUPERIOR ASSOCIADAS A MUDANÇAS CLIMÁTICAS content media
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